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sábado, 31 de dezembro de 2016

A desvantagem de ser um só.

Eu reconheço os meus erros e as minhas limitações. Eu tenho uma qualidade que é também um grande defeito: eu sou delicado. E essa qualidade me impede de ser um bom amante, por consequência, isso me impede de ser feliz. E como acredito que o amor e o prazer sexual estão entre as coisas que mais proporcionam felicidade, a cada dia me sinto mais e mais distante de fazer parte do ranking das pessoas felizes. Estou me sentindo excluído dessa elite. Ainda ontem uma pessoa me disse:
_Você é uma pessoa delicada, sensível, inteligente, muito especial.
Fiquei muito emocionado. As pernas tremeram. E não era pra menos, ela me fez um grande elogio. Ela disse que eu sou uma pessoa sensível e muito especial, no entanto, exatamente por isso não podia ficar comigo. Tá de brincadeira, né?! Isso doeu. Mas ela tem razão. Eu reconheço os meus defeitos. Agora, como corrigir isso?
Dupla personalidade todo mundo tem e eu sei lidar muito bem com as entidades que incorporo para transitar pela vida. Sei me comportar conforme as consequências e de acordo com o ambiente. Frequento lugares distintos.
Já fiz muita loucura. Sou capaz de arriscar a vida para ficar com uma mulher que me desperte interesse e faço de tudo para agradá-la, principalmente na cama; porém, sou delicado e sensível. Delicado demais pelo jeito. Na sequência ela disse que os poetas vivem a vida com muita intensidade. Disse também que sempre tomou cuidado para não me ferir. No meu caso, nesse em específico, eu precisava apenas ser bipolar e pular de um extremo ao outro. Dizem que esse é o segredo dos bons relacionamentos: saber ser o que esperam que você seja. Ou seja, tem que saber interpretar. Claro, de acordo com a situação. O homem tem de ser flexível. Todo homem pode e deve sim fazer de tudo para ser um bom amante e ser feliz.
De certa forma, no momento, ser delicado me impediu de ser feliz. Acho que eu devia ter sido mais ousado e agressivo diante dela. Talvez uma atitude mais determinada, mais marcante. Devia chegar chegando, como dizem. Acredito que o sucesso depende muito da nossa capacidade de realização e, sendo tão delicado, tenho certas limitações. Por exemplo, eu não consigo falar palavrão; tem mulher que adora ouvir e falar palavrões. Tem mulher que adora comportamento agressivo; eu não consigo agredir uma mulher. Embora a quem diga que eu sou agressivo com nas gentilezas. É difícil entender.
Eu reconheço que falhei, por isso estou empenhado em me tornar um homem mais interessante para as mulheres. Prova disso é que hoje, feriado, eu abri mão de trabalhar no meu artigo científico e até deixei de ir para a praia só para estudar o meu comportamento e traçar uma estratégia de mudança eficiente para botar de novo a minha vida nos trilhos. “O mundo muda o tempo todo”, diz a minha professora de administração, “e nós temos de acompanhar as mudanças e inovar para nos adaptarmos ao mundo e seguir em frente”. Acabei de ler isso quando tentava escrever sobre o comportamento humano dentro das organizações. Transferi essa reflexão para a minha vida pessoal e entendi que é hora de mudar, então fui buscar ajuda. Parece inacreditável, mas a mulher tem mesmo razão. Eu me deparei com vários depoimentos que comprovam o que as mulheres precisam e buscam num homem. Pasmem, não são delicadezas. É atitude e ousadia. Agora eu entendi o motivo de ter sido rejeitado, é porque sou muito comportado. Delicado demais, eu diria. Eu constatei isso nas minhas pesquisas que, aliás, são muito confiáveis. Afinal de contas não como contestar o próprio passado. Apesar de que... deixa pra lá. A seguir você vai poder conferir muita coisa.
Eu não recorri nem à internet nem aos livros comuns, porque existe muita coisa falsa por ai. Eu recorri aos apontamentos do meu velho diário. E veja só, as lembranças e os casos corroboram para a necessidade de uma mudança drástica e urgente caso eu queira voltar a viver as fortes emoções que eu tanto gosto. Leia e confira.
Mas atenção, por se tratar de fatos reais e de pessoas queridas, evidentemente, os nomes dos atores e os ambientes foram alterados; no entanto, as ocorrências são narradas tal como foram relatadas ao escritor ou vividas por mim que, nesse caso, sou proprietário do diário e cujo nome também foi substituído.
Confira o caso a seguir.

Briga de casal

Ambiente de Call Center. Prédio da operadora. Rua da Consolação. 3º andar. Departamento de Suporte Técnico. Sexta-feira-feira, 24/09/2010. Dia de Far Fan.
A porta do elevador se fechou. A escada estava interditada. O casal que vinha discutido pelo corredor do refeitório continuou na discutição.
_ Vai se foder, caralho! Piranha é sua mãe. Aquela vaca.
_ Não mete mãe no meio. Deixa minha mão fora disso.
_ Desculpa, vai. Você me tira do sério.
_ Pedi desculpe direito.
_ Ah! Você doido. Tá viajando.
_ Quem manda você ficar dano bola pra todo mundo. Só porque ele é chefe você fica toda derretida, mostrando os dentes.
_ Eu?! Ah, tá bom. E não igual a sua mulher não, meu.
_ Olha lá como você fala da minha mulher. Ela não fica se oferecendo pra qualquer vagabundo, não. É uma mulher direita.
_ Vocês homens são todos iguais. São machistas. Acham que só vocês podem tudo e as mulheres nada; a gente tem de ficar esperando pra servir. Vai agredir a tonta da sua mulher, a mim não... O que?
_ Você tava se abrindo toda pra ele.
_ O que foi que você disse antes? Mulher direita?
_ Você tava se insinuando para ele.
Ela o interrompeu, depois de se dar conta da comparação feita.
_ Sobre a sua mulher. Tá me comparando com ela? Ta dizendo que ela é melhor do que eu? Vai se ferrar, meu!
_ Pelo menos ela não da de cima dos meus amigos. Ela se dá o respeito.
_ Então por que você tá comigo? Fica com ela então. Por que não me procurou? Ela parou de dar pra você?
_ Ah! Vai tomar no cu porra. Não da pra conversar com você. Boca suja. Coisa feia. Parece maloqueira.
_ Eu não tava me oferecendo para ninguém.
_ Tava sim que eu vi. Não tenta me fazer de idiota não. Faltou se arreganhar pra ele.
_ Não tava, não. Mas agora eu vou dar pra qualquer um, e daí? Você não meu dono. Vou dar pro primeiro que aparecer na minha frente.
_ Foda-se. Problema é seu.
_ E você que fique com a sua querida esposa. Santa do pau oco. Mas fica sabendo que enquanto você trabalha ela recebe visitinha dos irmãos. Se você é tão macho, por que não bate no pastor ao invés de bater em mulher? Você merece ser corno mesmo. Não preciso de você. Tem um monte de homem ó _ rebolou, exibindo o corpo _ babando por esse corpinho.
Ele ficou paralisado. A palavra pastor o deixou mudo. Alguma coisa que até então estivera aprisionada no seu subconsciente se libertou subitamente.
O silêncio incomodou Vilma que ao olhar para o lado me viu encostado na parede esperando pelo elevador e instintivamente relacionou os fatos com precipitação. Ela pensou que o namorado havia se calado por conta da minha presença, mas se estivesse mais atenta teria percebido que a sua língua afiada o havia ferido profundamente.
Pararam de brigar. Ela nem percebeu que ele estava pálido, parecia ter engolido alguma coisa intragável, e tinha os olhos cheios de lágrimas quando se firmou com as duas mãos na parede.
Eu os cumprimentei e entrei no elevador como se nada tivesse visto e escutado. Ela também entrou.
_ Ele tava bêbado ontem à noite. Fica imaginando coisa. Eu não trai ele. Mania de traição. Em todo lugar que eu vou é assim. Quer controlar tudo que eu faço. Vê coisa que não existe. Eu me demorei no banheiro, só isso. A Zulmira, minha amiga, do fale conosco, sabe, ela tava comigo. Ele acha que eu sumi porque estava com o gerente.
“Ela foi dar uma rapidinha”, pensei.
_ Deixa ele. Você é muito bonita. Dá um gelo nele que você vai ver quem ele é de verdade. Ai ele vai te dar valor.
_ Largar?
_ Sim.
_ Ele não presta _ disse, relembrando algum fato. _ Gosta de bater, sabe.
_ Então...
_ Você me acha bonita mesmo?
_ Linda. Qualquer homem seria capaz de loucuras por você.
_ Acha mesmo?
_ Claro. Tenho inveja dele. Não por ser quem ele é, mas por ter ficado com você. Você merece ser admirada, bem amada. Merece carinho.
_ Nossa! Ninguém nuca me falou isso, assim... Como é seu nome? Você é tão delicado!
_ Prazer. Eu sou o seu homem.
_ Ai, meu Deus!
E aconteceu o nosso primeiro beijo.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Trecho de um poema pra acordar os mortos

Tudo que me lembro, de antes,
é de ter me esquecido de tudo.

Como se houvera parado o tempo
Naquele instante de breve silêncio
que sutilmente nos tocamos.
Acho que Deus estava presente;
pois havia uma energia incomum,
um calor estranho, ardente, intenso,
queimando, correndo nas minhas veias;

E algo me deixou suspenso, leve,
Como aranha flutuando, presa
num só fio da sua teia.
Feche os olhos, meu amor, feche os olhos
Ignore meu gemido
pense que vem do mar essa onda, esse perfume,
Esse ar umedecido.
Deixe escorregar pela face meus lábios sedentos
deixe-os beijar
beijos agora soltos
fazer carinhos afoitos
ou em total desalento.
Deixe minhas mãos abrir caminho devagar
decorando percursos e o momento
E os dedos vagarem por orifícios
descobrir fontes de pensamentos.
Feche os olhos, meu amor, feche os olhos.
Esqueça meu gemido
Esse suspiro cortado;
É o cheiro inebriante do teu perfume oculto,
agora revelado.
Agora, muito mais que antes, é teu
somente teu o meu amor,
amante eterno e apaixonado...

domingo, 14 de dezembro de 2014

Agora eu sei

Bom, agora eu sei
porque tive sobre mim os afagos das mãos da esperança
e a luz do sol clareando os caminhos.
Agora sei
porque fui levado pela inocência a apanhar flores entre espinhos...

Porque vivi os dias mais belos na companhia de uma amiga maravilhosa
_ uma mulher linda _ que tem generosidade nas atitudes e no olhar.
Eu vivia, embora não soubesse, junto à felicidade
sob olhar luminoso de um sol cálido
que tem o sorriso como um frescor de brisa.

Agora sei o que é o amor.
E conheço do amor todos os sentidos
embora não tenha dele o fruto colhido
tampouco tenha do seu perfume usufruído
e do sabor exótico provado, divinal...
Contudo, exultou-me a vida conhecê-lo.
E ainda meu olhar e meu coração jubilam-se ao vê-lo. 
Fruto temporã
que desde a infância cobiço e minhas mãos não alcançam
que tão cedo amadureceu e tão tarde se me apresentou sua forma, sua cor, seu perfume...
e ocultou-me cruelmente o conhecer na amplitude sua beleza...
e o conceber a concepção aos sentidos toda percepção do seu sabor.

Agora crescido, engenheiro estrategista, ainda cobiço
o fruto da árvore amor;
e ainda tão debilitado e ingênuo sou
quanto a antiga criança
o velho homem, criança que errou.

Agora sei que o amor é a inocência que doma o homem;
é a caça que aprisiona o caçador.

Agora sei:
o sol é mais perfeito que o arco-íris

porque é magnífico e constante.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Sede

Numa noite dessas acordei com sede, a garganta seca, fui até a cozinha, peguei um copo de vidro transparente e o enche até a borda com o precioso líquido cristalino _ água potável...  Nessa hora pensei algo profundo _ às vezes sofro de filosofia. Eu não queria água, apenas água; eu tinha sede, muito sede, uma sede enorme de algo incomum. Sede do desconhecido que há muito é sabido. Sabe, uma sede que tira o sono.
Mas eu não sabia do que era. Eu não fazia a mínima ideia do que me provocara tanta sede.
Eu tinha muita sede.

Fui até a geladeira e me deparei com algo que me chamou a atenção. Vi no cantinho, bem lá no fundo, um champanhe que sobrara do réveillon. Ficara esquecida ali há muito tempo. Há exatamente doze meses foi a última vez que eu lhe dera atenção. Estava suada. Parecia triste. E, ao nos encararmos, tive a impressão de que ela se alegrava com a minha humilde presença. Sensibilizei-me, claro!
Enfim, depois de muito, muito tempo, eu despertava alguma reação com o meu calor humano. E por que não, prazer?




sábado, 6 de dezembro de 2014

Só para os íntimos

Um amor desfeito é uma esponja úmida:
Apaga a esperança
Descolore o mundo
Esconde o sol
Deixa tímido o sorriso.
Um amor desfeito apaga a vida.

Mas fica no ar  uma poeira que incomoda, como resíduos de giz, partículas vagando em vão, tremeluzindo, tentando se reconstituir para cumprir o compromisso de imprimir uma história.

As partículas que flutuam ao redor de mim, inflamando, irritando meus sentidos, nublando, anuviando-me os olhos, se juntas, têm o brilho mágico para recompor o colorido original da vida.

Mas não quero, não devo, não posso lamentar o ontem, o hoje, o que passou; esse instante, o que virá, e depois...

O agora é transição;
E nada melhor do que os fatos da vida em transição. Nada mais empolgante e atraente do que o movimento. O movimento é o que há de mais significativo nessa divina existência. Mover-se!...

Nada mais digno do que saber-se vivo _ mesmo que essa consciência se nos desperta de um amor indigno. Por isso, eu quero um amor verdadeiro.

Só mesmo o amor verdadeiro é capaz de levar o homem nas nuvens, entre as estrelas, no cimo do destino, na misteriosa escalada da vida.

Quero um amor verdadeiro.
Cansei de ser um mero doador, só eu sempre, a oferecer amor verdadeiro.
Todas as vezes que amei, ofereci amor verdadeiro;
Agora, quero um amor verdadeiro.

Existe sim, amor verdadeiro;
Todas as vezes que amei, foi amor verdadeiro.
Como será que é o amor verdadeiro?

Eu quero muito sentir o que sente aquele que recebe amor verdadeiro.
Às vezes penso, como seria bom um amor recíproco, de igual proporção, grandeza equivalente; um amor linkado direto, para download e upload, direto ao coração. Um amor assim, cliente/provedor, compartilhando intimidades. Um amor de salvação. Um assim é o que ofereço e espero na minha doce ilusão.

Isso exige responsabilidade, cuidado, porque o mundo é muito estranho.
O amor verdadeiro é algo meio complicado. É exigente. É uma mistura de não e sim na plenitude da sua liberdade de ser como é. Mas essa perfeição é nada ser além da simplicidade da sua perfeição de apenas existir. Exige exclusividade. E nessa prioridade exige-se que o seja proclamado e exaltado. Contudo exige sigilo. Que o seja compartilhado só para os íntimos. Por quê?

Ora! Por que! Os pastores são hostis e o amor é um cordeiro. O mundo adora sacrifícios. O amor é sempre ingênuo e puro _ uma bela oferenda. E eu lhes digo: Não há no mundo pessoa mais íntegra do que aquela capaz de oferecer amor verdadeiro. Ah!...

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Minha felicidade está triste


Minha felicidade hoje está triste
Pois sua felicidade acidentou-se.
Ferida, não consegui sorrir;
Nem eu.



Minha felicidade é linda
É humanamente Divina
Pura de coração.
Ela canta
Compõe
Toca violão,
Mas hoje, abatida, silenciou-se.

Ela é mãe da sua própria felicidade:
_ dois seres que si mesma se fez; amores perfeitos _,
E o que eu posso oferecê-la é nada
Comparado ao que ela me trouxe
E a tudo que ela me fez.

Ela doara-me um sorriso
E sua luz se esparge imensamente dissipando a escuridão
E os horizontes se expandiram cativando minh’alma
E revigorando meu coração.

Ela emprestou-me o ombro
Acolheu-me no colo
Acalentou-me
Pacificou-me
Sossegou meu espírito;
Resgatou minh’alma aflita do abismo da solidão.
E o que eu posso oferecer-lhe é nada
Sou pássaro sem asas, sou nada, sem ela diante dos meus olhos
Ampliando minha visão.

Minha felicidade está triste
Está ausente
Está distante...
Mas a minha felicidade é linda
Apesar de triste,
Existe.














segunda-feira, 23 de junho de 2014

Livro de poesias _ Lançamento

Ray Poetray nos convida para conhecer seus versos intimistas. A poesia, segundo ele, é a melhor forma de falar de sentimentos.
Confira na página do autor: www.agbook.com.br

          


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Um minuto,por favor!

Angústia, inquietação, mau-humor, desânimo e sensação de impotência; foi o que ganhou um funcionário de telemarketing, atuando em uma empresa multinacional global, com sede em Paris, França. Por mais de um ano o personagem conviveu com esses sintomas diariamente, sem ter apoio e sem saber o que fazer, esforçava-se para manter o equilíbrio na rotina de São Paulo, às vezes prestes a explodir ou sentindo-se como uma alma penada, até tomar uma atitude e desenvolver os próprios meios de lidar com o problema: a depressão.
Disponível nas livrarias e no site: https://agbook.com.br/book/166926--Um_minuto_por_favor
Fale com autor, envie sua crítica.


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sábado, 5 de abril de 2014

Minha Paz

Minha paz não tem sobrenome
É uma junção de poemas
Uma breve história de amor
Repleta de dilemas.

Mas é um romance poético
Lírico
De uma personagem singular, bela
Que não tem sobrenome;
É um poema de Deus a vagar
Como hálito de luz de ninfa expandindo-se
Para proliferar;

É uma brisa ardente de amor
É orvalho reluzente num raio de luar
Que me aviva e me consome
Consome e reanima
E depois me faz sonhar.

Minha paz tem olhos
E neles abrigam-se o sol e o mar.

Só minha paz tem olhos que aquecem minh’alma
E a voz é ária suave pra me acalmar.

Só ela, a minha paz, tem olhos que me veem;
Só ela sabe me encontrar.

Quando quero estrelas, estrelas são.
Os céus se abrem e meus olhos nos teus olhos voam
E minh’alma leve, não voa em vão.
E canta hinos à brisa estelar
Louvores vindos do sol posto nas águas do teu olhar.

Ah! minha paz, minha paz, minha paz...
Minha paz.
O que seria do amor sem o amor que nos dá paz?
O que seria de Deus?
 Toda fé oriunda da luz da paz.

Minha paz não tem sobrenome
É uma junção de poemas
Um riso divino colorindo a vida impressa em gris;
É o lume fulgente do verso feliz.

Minha paz é teu corpo nu
Minh’alma suja, purificada no teu céu límpido, fluorescente e azul
Bendiz o dia em que a conheceu...
Lu.

Minha paz tem braços que abraçam
Mãos que acariciam e apontam caminhos
Pés que deixam rastros que me guiam.

Minha paz é da paz, nunca se zanga
Sabe esperar
Confia no amor e ama em paz
Não guarda rancor, perdoa
E me faz sentir vencedor, pois,
Sabe que sou humano, fraco e pecador.

Mas sou dependente, e ela finge não ver.
Sou carente e inseguro, mas ela sabe entender.
Me salva dos pesadelos
Clareia minha mente
Alimenta meu ego
Faz-me sentir gente.

Minha paz, minha paz, minha paz!...
Tenho medo da mansidão do rio, tanto quanto das águas correntes.
O que será de nós, deuses mortais?
O que será de mim sem teus beijos, teus risos e ais?
O que será da gente?

Se um dia eu te perder
Minha paz...

Minha paz não tem sobrenome
É o poema que Deus criou;
Mas tem endereço fixo, meu coração;
E meu coração é um berço de amor
E só no amor se encontra a paz.
E Deus,
Deus está aonde?

O meu amor é eterno.



Nota do autor: (Poema "Minha Paz", em homenagem à Luciana Silva,  no shopping União, Osasco, após prova de concurso público)

domingo, 2 de março de 2014

Adoro



Adoro
O jeito d’ela andar _ como pisa _ cuidadosa, acho que pra não machucar muito meu coração; mas machuca. Machuca e eu gosto.

Gosto e tenho ciúmes.
Um ciúme diferente; um ciúme de encanto.

Tenho ciúmes do chão...
Parece que a cada passo que ela dá a terra treme em suspiros, e em ondas de desejo, que só quem é da terra entende e possui, penetra-lhe nas veias e mexe com seu corpo por inteiro.

Tenho ciúmes do vento que lhe desarrumam os cabelos; e aquele riso...
Ah, aquele riso. É como uma luz que cega. Um sol que me absorve e devolve à vida. Aí, sou uma nova flor desabrochando.

Faz-se assim minha loucura. E para o meu desespero e espanto, eu gosto. Gosto de tudo. Pasmo.
E quando descanso nos seus braços vejo o quanto é íntimo e raro nosso momento:        O cara _ a sombra do espelho _ tem inveja de mim, e ri oculto. O sol arruma uma brecha na janela, a lua sai antes da hora, a vida grita e faz silêncio pela rouquidão sofrida; e o tempo para. Para porque não tem pra onde ir. Mas tudo está ajustado.

E a gente anda leve, conduzindo o tempo, na breve harmonia da vida imperfeita, para a desarmonia futura. Sabemos, contudo, que vivemos pra isso: ajustar.

Adoro.
É como estar diante do mar, imenso, olhando o por do sol, e saber que tudo aquilo é seu, somente seu, e o amanhã é um novo dia.

É tudo o que preciso, seus olhos.