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quarta-feira, 13 de março de 2019

Loucura urbana


Desafios.
Alguns eu venço diariamente:
Levantar toda manhã;
Ir para o trabalho sem pensar no sacrifício _ é osso!
Entretanto, trabalhar é bom. Eu gosto.
Ao fim do dia estou exausto, morto.
Pela manhã ressuscito.

O mundo é impuro.
Sou mundano.
Muito do mundo me cura.
Muito há de engano.

Ele é cinza, o mundo.
Quando não, quase sempre, é escuro.
Ai está o bom das ervas.

Pinto, risco, coloro, assopro o giz
A autoestima sobe;
Se não a engole o dia
À noite o mundo a si mesmo colore.

Veja o cárcere, adormecer.
O mosquito, o teto, zonzeira...
O relógio zonzo.
Mais zonzo que as horas,
O tempo.

Suplício é ter em quem pensar estando só.
Sexo, é uma esponja de ilusões umedecida.
Se posso, gozo. Senão…

Vejo a lua entrar pela janela.
Quando não há por abrir rasgo o teto.
Já criei firmamentos que nenhum gênio imaginara.

O mundo é um campo de batalha.
É o destino, é a vida.
Tens um mapa? Uau!
Onde começa e acaba o labirinto?
Fico ébrio.

Leio-o, o mundo, muito.
Muito ler cega.
Disfarço.
Na verdade, sou disléxico.
Às vezes me faço.
Sigo.

Desafios,
Noite e dia.
O círculo tem sombra e luz.
Claro, se há sombras, logo...
“A consciência nasce do contraste”, dizem.

À noite, a mente não enxerga sinal vermelho.
Uma nave em cada via, ou muitas em todas.
Cria-se para si galáxias e órbitas.

O ser humano está em fase de mutação, acelerada.
No que ele está se transformando?
Doenças comportamentais.
O diagnostico é um desafio.
Evolução?

Amanhece.
Se somos imagem e semelhança de Deus, não somos humanos.
Ele disse: “Façamos o homem”, homem e mulher os criou.
Humanos, pode ser que já existissem.

O transporte pública sufoca o trabalhador.
O trabalhador sufoca o trânsito.
O transeunte erra.

Desgastante sacrifício.
O assédio, a humilhação, a resistência
Pouca recompensa.
Aquém resiliência.
Talvez, fôssemos todos políticos o sacrifício fosse menos.

Pensando friamente, crer em um deus, criador do universo, é loucura.
Friamente pensando, não crer é loucura maior.
Tudo do nada, por nada. O homem...
Conscientemente, loucura é em nada crer.
Bem, prefiro crer Deus inspiração.

As pernas lisas, roliças, brancas como curau.
As pernas trementes fazem tremer minha imaginação.
Um enrosco na madrugada, quem o tivera?
A coxa arranhada.
Alguém foi feliz na madrugada.
Madrugada fria.
Contas a pagar… devo um livro pra biblioteca… minha bursite...
O mundo é desigual. Tudo é desigual!
Injusto!?
Conheço o homem.
O que será que a atraiu?
Ele é feio, mal-acabado; pior que exótico.
Exótico seria elogio.
Feliz é o outro.

O pão da minha fome o suor não o produz, fermenta-se na insubstancialidade.

Espero o sol.
Não quero morrer com fome.
Afinal, sou ou não divino?

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Trecho de um poema pra acordar os mortos

Tudo que me lembro, de antes,
é de ter me esquecido de tudo.

Como se houvera parado o tempo
Naquele instante de breve silêncio
que sutilmente nos tocamos.
Acho que Deus estava presente;
pois havia uma energia incomum,
um calor estranho, ardente, intenso,
queimando, correndo nas minhas veias;

E algo me deixou suspenso, leve,
Como aranha flutuando, presa
num só fio da sua teia.
Feche os olhos, meu amor, feche os olhos
Ignore meu gemido
pense que vem do mar essa onda, esse perfume,
Esse ar umedecido.
Deixe escorregar pela face meus lábios sedentos
deixe-os beijar
beijos agora soltos
fazer carinhos afoitos
ou em total desalento.
Deixe minhas mãos abrir caminho devagar
decorando percursos e o momento
E os dedos vagarem por orifícios
descobrir fontes de pensamentos.
Feche os olhos, meu amor, feche os olhos.
Esqueça meu gemido
Esse suspiro cortado;
É o cheiro inebriante do teu perfume oculto,
agora revelado.
Agora, muito mais que antes, é teu
somente teu o meu amor,
amante eterno e apaixonado...