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sábado, 5 de abril de 2014

Minha Paz

Minha paz não tem sobrenome
É uma junção de poemas
Uma breve história de amor
Repleta de dilemas.

Mas é um romance poético
Lírico
De uma personagem singular, bela
Que não tem sobrenome;
É um poema de Deus a vagar
Como hálito de luz de ninfa expandindo-se
Para proliferar;

É uma brisa ardente de amor
É orvalho reluzente num raio de luar
Que me aviva e me consome
Consome e reanima
E depois me faz sonhar.

Minha paz tem olhos
E neles abrigam-se o sol e o mar.

Só minha paz tem olhos que aquecem minh’alma
E a voz é ária suave pra me acalmar.

Só ela, a minha paz, tem olhos que me veem;
Só ela sabe me encontrar.

Quando quero estrelas, estrelas são.
Os céus se abrem e meus olhos nos teus olhos voam
E minh’alma leve, não voa em vão.
E canta hinos à brisa estelar
Louvores vindos do sol posto nas águas do teu olhar.

Ah! minha paz, minha paz, minha paz...
Minha paz.
O que seria do amor sem o amor que nos dá paz?
O que seria de Deus?
 Toda fé oriunda da luz da paz.

Minha paz não tem sobrenome
É uma junção de poemas
Um riso divino colorindo a vida impressa em gris;
É o lume fulgente do verso feliz.

Minha paz é teu corpo nu
Minh’alma suja, purificada no teu céu límpido, fluorescente e azul
Bendiz o dia em que a conheceu...
Lu.

Minha paz tem braços que abraçam
Mãos que acariciam e apontam caminhos
Pés que deixam rastros que me guiam.

Minha paz é da paz, nunca se zanga
Sabe esperar
Confia no amor e ama em paz
Não guarda rancor, perdoa
E me faz sentir vencedor, pois,
Sabe que sou humano, fraco e pecador.

Mas sou dependente, e ela finge não ver.
Sou carente e inseguro, mas ela sabe entender.
Me salva dos pesadelos
Clareia minha mente
Alimenta meu ego
Faz-me sentir gente.

Minha paz, minha paz, minha paz!...
Tenho medo da mansidão do rio, tanto quanto das águas correntes.
O que será de nós, deuses mortais?
O que será de mim sem teus beijos, teus risos e ais?
O que será da gente?

Se um dia eu te perder
Minha paz...

Minha paz não tem sobrenome
É o poema que Deus criou;
Mas tem endereço fixo, meu coração;
E meu coração é um berço de amor
E só no amor se encontra a paz.
E Deus,
Deus está aonde?

O meu amor é eterno.



Nota do autor: (Poema "Minha Paz", em homenagem à Luciana Silva,  no shopping União, Osasco, após prova de concurso público)

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Nossas corôas

   Desejei ser eterno no seu amor. Coroado com as flores de luz que somente no campo do amor florescem. E alguma força sobrenatural ouviu minha prece e coroou-me com os viços, em arranjos, colhidos no seu jardim.

   Abençoado e eternizado, o meu no seu amor, ele, o meu amor, vive o mais eterno vigor das ilusões. Porque tudo é ilusão; viver é ilusão, a maior das ilusõe. Por isso o amor nos devora.
   As flores murcham e morrem. O campo, árido e ardente, esse sim, nem um terremoto o elimina. Ficam os espinhos revolvendo-se em esperança de, novamente, um dia, florescer.
   O amor é espinho imortal a coroarnos nessa vida de sombras.

PS. O amor é verdadeiro.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Desejo

Desejo que ela seja feliz
Todos os dias
Espero que ela tenha paz.
Não sinta essa insônia maldita,
Essa inquietude,
Essa vontade de dormir um sono eterno, sono do esquecimento; 
o sono de morte prematura...

Ora, vá! Lha sou grato, tive um amor bonito.
Essa infância de amor é imortal
E será a minha herança para a eternidade
pois, criou para si, em mim, um mundo de fantasias.
Mas, certamente, irá me atazanar com infinito réquiem lúgubre na escuridão do quarto amnêstico e mórbido da dor.
Desejo, sinceramente, que ela seja feliz
A cada segundo
Todos os dias.

O que ainda sinto, e incomoda, é um desajuste na ternura.
Mas sempre será ternura,
nunca amargura.
O tormento é o vazio _ o pedaço de mim que ela levou.
O coração parece oco;
E um frio cortante o comprime no peito.
Acho que estou morto.
Mas, meu Deus, porque me mantém apurado todos os sentidos?
Eu queria nada sentir.
Eu queria o nada absoluto
O vazio de nada ser e sentir.

Nas paredes do meu quarto tem uma ave gigante, com grandes garras afiadas.
Sobrevoa o teto.
Nas presas, lembranças estranhas e estranhas palavras, 
doces palavras...
Doce como mel do cacaueiro.
Tudo que ficou:
Sabor ilusório de chocolate e o ácido caramboleiro.
Quero que ela seja feliz
Todos os dias.

Ela se assemelha a tudo o que é belo e complexo
Mas sua beleza é singular.
Confronta a natureza de uma forma humilde, modesta e inocente.
E floresce com esmero ao eclodir risos ou orvalhar-se.
Ela é suave...

Suave como uma sombra perene que o vento areja
Mas tem a luz do sol no olhar.
Pousada para o meu descanso
Acalanto para o meu desassossego
Néctar inebriante que me acalma e mata a sede
Brisa de cachoeira e, ao mesmo tempo, oceano tempestuoso...
Quero que ela seja feliz
muito feliz
Todos os dias
Estável.

Que cuide bem das suas pétalas e seus espinhos...
Mas meu coração não suporta mais sangrar nessa transfusão de seivas de venenoso perfume.
Desejo paz.
De coração pra coração.