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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Agressão involuntária nos relacionamentos

O que seria um beijo de boa noite acabou sendo um beijo na boca. Ignorei, tinha que ir para casa. Estava habituado a sair do trabalho e ir direto para casa.
Segui meu destino leve, oscilando ao sabor do beijo e ajuizando sobre um assunto delicado: violência domestica. Refiro-me especificamente à agressão involuntária nos relacionamentos, que são ocorrências perigosas e merecem atenção; porém é comum, por isso são ignoradas. Nos relacionamentos ocorrem muitos tipos de ameaças, que são relevadas, porque existe muita cumplicidade entre o casal ou a família. A separação também é uma ameaça que assusta; assim vão levando.
Sexo contra a vontade do parceiro, isolamento, falta de atenção, grosseria... Percebemos que um casamento chegou ao fim, quando o companheiro dorme; quando dorme sozinho dia após dia sem se preocupar-se se o outro está bem ou não, ou quando se conforma com a solidão e se acomoda. Chega a um ponto em que se dá razão ao outro por se achar que é merecedor do sofrimento.
Particularmente, me preocupa o ato sexual. Acredito que seja a mais comum e a mais agressiva dentre as diversas formas de agressão. As pessoas se agridem ou se deixam ser violentadas com frequência. Cometem ou se submetem às agressões por medo, por compromisso, por gratidão ou por medo inconsciente da solidão.
 O solitário se agride com a falta de sexo, ou se permite sexo casual ou comprado. No fundo, todos se agridem quando não ama ou não é amado. Conheço caso de pessoas que não suportam seus parceiros, e que, no entanto, cumprem o ritual de transar por compromisso, por obrigação. Nem sequer podem pensar em outro, pois, segundo as normas religiosas, é pecado e traição. Outros fingem para a sociedade que, vivem em harmonia, formam uma família feliz, é um casal apaixonado, entretanto nem ao menos se tocam. Outros se entregam às orgias, se lambuzam e se esforçam para esconder que sentem nojo dos parceiros. Que vida!
Vejo, por aí, nas fisionomias de muitas mulheres, transparecer uma alegria sem viço, uma  sombra de desilusão, e uma grande chama de desejo e urgência de carinho. Fogo e gelo; tudo em chamas ardendo na mesma fogueira. As mulheres se arrumam, se enfeitam e se perfumam, para camuflar uma tristeza crônica.
A tristeza fica esquecida quando uma pessoa se fantasia; e a melhor fantasia é esconder-se em si mesmo. Observo pelas brechas da vaidade a feiura escondida e a verdadeira beleza sufocada. Nada é real, nem os  sorrisos, nem as lamúrias. O que é verdadeiro é o oculto, que no vacilo transcende dos vãos da camuflagem. As mulheres se produzem graças ao instinto solidário e protetor, para que a vida não vá se descolorindo e o mundo se faça totalmente em trevas. Vez ou outra, uma mulher que se despe. Como é linda a mulher autêntica, transparente, nua! Como é bom conhecê-las.
Já, o homem nunca tira a armadura. Depois de armar-se e esconder-se na caverna da mentira é o senhor ninguém, vencedor inatingível, jamais se reconhece vencido. Quando ocorre se joga no precipício.
Já fui além desse estágio. Nas páginas em branco construo uma caverna e me escondo.
 (Do livro: Um minuto, por favor!, por Poetray)
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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Livro de poesias _ Lançamento

Ray Poetray nos convida para conhecer seus versos intimistas. A poesia, segundo ele, é a melhor forma de falar de sentimentos.
Confira na página do autor: www.agbook.com.br

          


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Um minuto,por favor!

Angústia, inquietação, mau-humor, desânimo e sensação de impotência; foi o que ganhou um funcionário de telemarketing, atuando em uma empresa multinacional global, com sede em Paris, França. Por mais de um ano o personagem conviveu com esses sintomas diariamente, sem ter apoio e sem saber o que fazer, esforçava-se para manter o equilíbrio na rotina de São Paulo, às vezes prestes a explodir ou sentindo-se como uma alma penada, até tomar uma atitude e desenvolver os próprios meios de lidar com o problema: a depressão.
Disponível nas livrarias e no site: https://agbook.com.br/book/166926--Um_minuto_por_favor
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