Certa hora da tarde cada
instante é decisivo. O suspiro de meia compensação é irrelevante, nada
acrescenta, não obstante, reduz. A verdade é absoluta.
E a ciranda continua a
girar...
O semeador escolhera suas
sementes. Há sonhos, flores, há frutos, brisas...
Mas à sombra se descansa na
dor.
Também há lamentos por tantas
perdas e doces reminiscência. Mas como
viver é vestir-se de otimismo e entregar-se às esperanças, sigamos assim,
ignorados e esquecendo; recordando e aprendendo.
Os erros quando avaliados são
como vacina; os acertos quando monitorados e estudados se aperfeiçoam e
tornam-se hábitos. Conquistas são curas.
Certa hora da tarde crescem os
filhos. No jardim se lê as estações. O mundo continua vulgar e imperfeito,
contudo é perfeito porque se pensa mais, se reclama menos; se faz pouco, e muito
de tudo, pouco a pouco de ajusta.
Marias, Helenas, Lucianas...
O café amargo já não parece
tão ruim. Engolem-se pílulas sem água. Papo de velho torna-se valiosos. E o
espelho!...
O espelho nos revela traços de
ancião. Livros grossos, versos ou prosa, sem figuras _tanto faz!_, devoramos.
Em tudo se lê a vida.
Ah, o coração! O coração
acorda ou adormece. O crepúsculo o envolve. O senhor da luz ajeita o manto.
Certas horas da tarde... Luz.
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