sábado, 14 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
O lucro do ano da copa
Na reta final da última campanha política para as
eleições de 2014, foi uma tremenda correria pelos votos. Eleições e copa do
mundo no mesmo ano só podia dar nisso. Aconteceu tudo que eu temia: falência do
país. E a culpa não é do governo não! _ ou você pensa que a culpa pelo caos e pela iminente falência e abandono,
e escravização dos trabalhadores, é culpa do escândalo da Petrobras? Não
é não. O legislativo é parasita; os ministérios são ervas daninhas, o senado sanguessuga...
As obras para copa do mundo consumiram toda reserva
do país; ou melhor, as obras não, os envolvidos nos projetos de obra da copa
acabaram com o país. Claro que não foi só isso. O ano já estava sentenciado ao
caos devido à campanha política. Eleições são como dívida com agiotas.
Aquela tradicional correria para retomar o trabalho
nas obras abandonadas, há muito tempo paradas, e acelerar o processo para
deixá-las com aparência enganosa de grande benefício custa caro. Mas o
importante é cortar a fita. Inaugurar. Superfaturamento e propinas é que
aceleram esses processos que geram votos. Veja ao seu redor quanto projeto e
quanta obra que parecia próximo do fim e que foram inauguradas bem nos dias das
eleições e, no entanto, continuam paradas. É vergonhoso. É revoltante. É um
abuso. É uma afronta.
Em Itapevi até os semáforos desapareceram e todos
os dias pessoas são atropeladas. Por falar nisso, onde foram parar os semáforos
de Itapevi que foram instalados apenas por uma semana? Só ficaram piscando,
piscando... O policiamento e a guarda civil só
protegem os lojistas e empresários. A calçada de acesso à estação ganhou o
sugestivo nome de torce-pé. Antes era calçada da carniça _ um cão ficou morto lá
por duas semanas.
Nem se fala!
Temos de recomeçar. Acho por bem que, as forças armadas deviam tomar o país e uma comissão de justiça devia julgar e punir todo mundo. Por fim descobrir-se-ia o óbvio: o tal do Eduardo Cunha é o maior inimigo do país; o PMDB vive pela lei do Gerson; o PSDB é satânico, e a presidenta não será mártir, mas está sendo esquartejada politicamente como Tiradentes.
Precisamos de uma nova constituição. Precisamos evitar uma revolução. Precisamos de uma comissão de justiça. Mas essa comissão deve vir de onde? De outro planeta? Boa!
Precisamos de uma nova constituição. Precisamos evitar uma revolução. Precisamos de uma comissão de justiça. Mas essa comissão deve vir de onde? De outro planeta? Boa!
Do inferno, talvez. Ou você acha que Deus enviaria um dos Teus para ser ridicularizado
e sacrificado novamente?
Bom dia!
"... Meus heróis morreram de overdose; meus inimigos estão no poder..."
Ideologia!!!
"... Meus heróis morreram de overdose; meus inimigos estão no poder..."
Ideologia!!!
domingo, 4 de janeiro de 2015
Eu decidi mudar e sofri muito com isso
Eu decidi
mudar e sofri muito com isso.
No primeiro
dia acordei mais cedo.
Rezei ainda
na cama, porque pensei que Deus merece exclusividade.
Tomei meu café
da manhã sentado à mesa.
Andei na
ponta dos pés até ao quarto das crianças e fiquei um tempo, ali, as admirando.
Sangue do
meu sangue...
Dei um beijo
na esposa e desejei a ela bom dia, embora a gente tivesse brigado.
Estava decidido
a mudar, então, dali por diante tudo deveria ser diferente.
Surpreendi
meu vizinho ao parar e cumprimentá-lo com um sorriso e um aperto de mão.
Sua esposa _
que acha que sou metido _, sorriu ao meu gesto cavalheiro.
O Rex, seu
vira-lata, não latiu, apenas abanou o rabo.
O gato branco
e preto, garboso, não desceu do muro.
O colibri
permaneceu com a língua comprida enfiada dentro da flor vermelha.
Percebi que
havia flores nesse jardim.
E se eu posso
oferecer flores, por que oferecer espinhos?
E se espinhos
forem necessários, que seja,
Que se vá
espinhos, mas sempre junto com flores.
Cheguei ao
trabalho distribuindo sorrisos e cumprimentos.
Utilizei
como nunca a ferramenta gentileza.
Elogiei o
trabalho dos meus companheiros
_ e os
elogios eram justos _
Agradeci-lhes
pela disponibilidade
E tive um
prazer que há muito não sentia ao cumprir meu ofício;
Tanto que,
no fim do dia nem sentia o costumeiro cansaço.
De volta pra
casa ainda estava disposto.
Brinquei com
as crianças;
Dialoguei com
a mulher e entendi a esposa,
Mas ainda
tinha dúvidas quanto a quem era quem naquele momento.
E vi que
embora ainda nos amássemos, meu coração já pertencia à outra.
Mas isso eu
não admiti, a covardia comum aos homens ainda prevalecia.
Ninguém
muda, assim completamente, em apenas um dia.
Falei com
Deus antes de dormir e tive bons sonhos.
E Deus me
mostrou que em nada eu havia mudado
Mas que,
sim, eu estava voltando ao que devia ser;
O que era
antes.
No dia
seguinte eu daria um passo importante:
Arriscaria
andar do outro lado da rua.
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