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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Ano Novo


"Abri as portas da gailoa e libertei o meu amor, por isso eu canto..."
Bom dia!
Bom dia sol!
Bom dia, dia!
Encare o ano como uma criança recém-nascida. Não, não é você a criança, criança é o ano que hoje vive o seu primeiro dia.
Dê a ele as boas vindas. Emocione-se se ele chorar ou sorrir. A criança é inocente, nunca indiferente e, além do mais, ela se espelha na vida para evoluir-se. Você é a referência, é o modelo, é o espelho, é o mestre e o guia. A criança precisa de amparo para caminhar. A criança, tempo, caminha para servi-lo. Ela sabe _ e você sabe _ que ela também será o seu guia. E ela precisa de amparo para proporcionar a você todas as emoções e prazeres da vida. O que você quiser a criança corre e cria. O que você desejar a criança providencia. O que você quer?
Aproveite que a madrugada é fria. Aproveite a manhã que o ar bom, é puro, é o primeiro hálito do dia. O que você quer? Saúde, paz, alegria? Faça seu pedido. Dê a ele a receita e com mãos Divinas a criança carinhosamente providencia; e juntos, seus espíritos então, como uma só alma alimentar-se-ão com o dia. O que você quer?
Se você é egoísta, ofereça à criança o que deseja tomar de volta no fim do dia.
Mas se você é altruísta basta seguir em frente estudando, em vigília, zelando e contemplando a vista.

Aproveite que o tempo é bom. Um anjo, que conhece o tempo e gerencia as horas é que anuncia: aproveite agora, hoje, o instante da sua estadia;
Seja honesto. Seja fiel à ética escolhida. Mas faça do amor a sua ética e a defenda para a sua vida.
Seja autorresponsável. Só assim o homem evolui;
Seja gentil. Gentilezas são como nuvens no céu. Como você deseja que seja o seu dia? Valorize o próximo e lhe seja grato por ele existir e proporcionar a você condições de ser quem você é ou será;
Seja dedicado. Vista a camisa da vida, da existência, do ser, e faça acontecer, além de persistir, faça tudo no limite da sua competência;
Serviço... _ sem ofensa _, você nasceu para servir. Ofereça o melhor de si, faça bem feito, compartilhe o seu dom, viva com comprometimento. Não tem jeito, não tem como fugir, esse é o seu momento.
Criança, criança!... foi um anjo quem disse: “Esse é o ano da avaliação espiritual, o primeiro dos próximos que antecedem o fim.”
Cuide-se bem! Que tal cuidarmos juntos, eu de você e você de mim?

Bom dia!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Nick e eu


Chegou a hora de assumir nosso relacionamento.
Meu amigo Nick e eu não temos medo de fogos, mas nos incomoda muito o estrondo e o destino final das bombas. É muito ruim ser o alvo, assim, involuntariamente. Por isso hoje compartilhamos o sofá. Se estivéssemos em guerra, tudo bem. Acredito que nas guerras o barulho dos tiros incomoda menos do que o silêncio absoluto. Tem silêncio que ensurdece a alma. O silêncio que antecede a morte; O silêncio de uma paixão...

Eu estou em guerra,  mas é com o coração _ conflito de amor _, a razão queima feito pólvora. O coração se comprime; e compactado o amor inflama.

Nick parece entender o que penso e respeita minha imobilidade. De vez em quando ele abraça meu pé e tenta me arrastar para fora para brincar. Mas logo desiste, cruza as patas e apoia a cabeça sobre elas. E ali fica encabulado, a discorrer sobre tudo. Às vezes ele ri ou suspira profundo. A solidão é muito ruim; nisso nós concordamos. Sei disso porque após grunhir como um porquinho, ele baixou a cabeça e ficou me espiando, cheio de manha... compaixão talvez. Então, eu escrevo mais um verso e o leio para ele. Ainda bem que temos um ao outro!...

Embora ele seja um cão, já tenha tido sarna, mije por todo canto e solte pelos, gosto dele. Eu também tenho meus defeitos: sou alérgico, pouco sociável e estou aprendendo a latir. Às vezes acho que devíamos inverter os papeis. Nick é muito amável, sabe muito bem como conquistar e é fiel. Eu não. Ele seria um bom intelectual; um sábio talvez. Eu daria um ótimo cachorro de caça ou cão-guia. Mas reconheço que livre mesmo são os vira-latas.

Essa noite de réveillon vou abraçá-lo e até deixar ele lamber meu rosto. Que extravagância!
Tudo bem, melhor não prometer nada. Pra mim as coisas não funcionam assim. Nenhum dos meus planos deu certo. Estou longe de... Não viajei... Não bebo, não fumo e, e nessas noites de barulho sofro de insônia. Acho que vou fazer pão de queijo pra mim. Ah, vou dar repolho e cenoura para o meu amigo. Ele adora!
Aí amigão, feliz ano novo!


domingo, 28 de dezembro de 2014

Não é conselho, é observação




Ninguém, em sã consciência, jamais deveria dizer: perdi meu tempo.

Eu pensei ter perdido meu tempo e ele, o tempo, severamente se manifestou em mim.
Aí sim, eu me perdi no tempo.

Eu pensei que era perda de tempo, o amor.
Depois, eu pensei estar perdido de amor enquanto o amor se manifestava em mim.
Por isso o amor castigou-me.
Fui punido pelo amor e pelo tempo.
Ora, eu estava amando!
Ninguém, ninguém se perdi por amar;
Pelo contrário, no amor é que a gente se encontra.
Ah, mas eu amei. Como amei!
Amei tanto que perdi a noção do tempo.
E acredite: amar é um delicioso exercício.
O amor nos mantém em completo movimento. De corpo e alma.

Viver é estar em constante movimento, e amor nos põe em movimento para viver.
O amor nos deixa em completa harmonia com a natureza.
Nada que se faça é em vão, exceto ficar em inércia.
A inércia, sim, é perda de tempo.

Quando eu corri, corri, corri tanto e mesmo assim perdi o ônibus, fiz uma nova amizade.
Estudei pra caramba, mas fiquei de DP;
Aí eu prendi em uma semana o que eu achava impossível.
Trabalhei muito e não fui recompensado. Mas adquiri experiência.
Quis morrer, mas aprendi muito ao questionar a vida.
Reverti o desencanto e venci a depressão.
O meu hobby patético tornou-se um livro interessante;
Da minha história triste fiz um lindo poema de amor.
Saí pra andar à toa e tive uma ideia brilhante.

Nada que se faça em vida é em vão.
Depois da morte eu não sei. Mas pensar nisso também não é perda de tempo.
Não existe tempo perdido. O que acontece é tempo mal gasto, mal vivido;
Exercício mal feito;
Indecisão na encruzilhada _ Ser ou Não Ser.
Falta de fé;
Falta de dedicação ao ofício de viver.
Pense nisso.

Feliz 2015!