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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Na real

Algumas pessoas são agraciadas, a vida sempre pegou pesado. Bate forte.
Dizem que nos mais sensíveis ela gosta de dar porrada pra valer. Bate tão forte que a qualquer gigante derrubaria. Já os mais sensíveis podem cair, mas logo se levantam. Parece ser uma estratégia meio covarde, não acha? Os mais frágeis deviam apanhar menos. Mas não é assim que funciona a lei da vida para com as almas ousadas que apenas optam e insistem por sentir em si os sentimentos de caráter de origem divino. Hum!?
Vaso ruim não quebra? Não. Vaso maciço, bem forjado, não quebra.

Dizem que quanto mais frágil o homem mais ele sofre e leva porrada. A teoria se baseada na lógica do movimento do universo. O homem não é capaz de entender o seu sincronismo. Os mistérios pertencem aos deuses, ao homem cabe o encanto.

O universo dos deuses ou seres espirituais fica noutra dimensão, porém é um universo que comporta o nosso no qual pensamos pertencer e existir. É algo como que paralelo dentro do núcleo. Entretanto, nada é real; não pertencemos a ele nem sequer existimos. Tudo nesse mundo é apenas reflexo de algo ilusório. Dizem que tudo que pode ser destruído não pode ser real, porque o que é, sempre será o que sempre foi. Faz sentido. A terra pode ser destruída a qualquer momento. Consequentemente...

Por isso, prezados irmãos e irmãs, não vale a pena ser arrogante, intolerante, mesquinho. Bobagem!  Você nem é você.  
Você é mortal e eu morrerei daqui a pouco, digamos... mil anos? Muito pouco, né? Justifica-se, não sou muito frágil. A pesada mão do tempo já se faz demais pra mim. Frágil e sensível? Já fui.

Por mais longo que fosse o tempo de vida, nunca ia satisfazer ao homem. Já pensou nisso?

Cair na real é um dos episódios de humor da epopeia humana que mais agrada aos deuses. Eles se divertem. O verdadeiro você e eu deve estar assistindo a isso, nós, e dando muita risada agora. Bobo!

Em algumas pessoas as porradas da vida são mais intensas. A vida bate mais forte e machuca muito, no entanto, se a vida bate com amor,  passada a dor as lembranças são carícias. 
Mas raramente a vida bate com mãos carinhosas como fosse “poena materno” (punição materna), não acha? Ela tem sido madrasta.

Como será a mão da vida? Antes, eu acho, que era a igreja. Como bateu! Deus me livre. Hoje ela parece tão boazinha! Boazinha e arrependida. Acho que, até que enfim, ela entendeu a mensagem do livro revelação, o Apocalipse.  Será qual é a mão que castiga a humanidade hoje? A mão da justiça não é. A política? Você pode ter razão. Veja o Brasil, o Satanás tomou o poder. E o homem pensa que está no comando. Coitado! Manda porra nenhuma.


Vou ali pagar umas contas e toma uma. Bora lá! 
Ah, vai trabalhar? 
Então, boa sorte e Feliz ano novo!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Se joga!

Percebendo que eu estava triste e pensativo, ela disse:
_ Se joga, menino! _ disse e sorriu.
Não vou falar do sorriso dela nesse momento. Não agora. Mas não resisto à tentação de antecipar que, alegre ou triste, é o que existe de mais encantador nesse mundo. Mas vamos aos fatos.
O que fica nas sombras, por detrás das palavras ou detrás no silêncio dos gestos, pode mudar nossas vidas se for interpretado corretamente em tempo hábil. Mas a verdade esbarra na barreira do silêncio das palavras.
"Se joga!", ela disse.
Se bem que eu acho que não foi só isso...
Malditos códigos! As mulheres têm mania de falar claramente por meio de códigos. Não é sim, quero não quero,  amo não amo. Às vezes é o que é o que se diz ser.
Eu estava enfeitiçado por aquele sorriso. Como sempre, eu estava encantado. Eu já o adverti mil vezes: "Raimundo, Raimundo, não a encare! Não olhe nos olhos dela! Não repare no sorriso! Desvie o olhar.  Fuja!". Mas não tem jeito. E fugir pra onde? Como? Diante de tanta beleza!? Eu já tentei antes. Fugi uma vez. E o que aconteceu? Alguma coisa ficou me espetando o coração e a minha memória ficou me cobrando por não alimentá-la com todos os detalhes daquele corpo e a lembrança daquele brilho no olhar espargindo alegria. Ainda hoje me dói aqui ó!  Cá pra nós, eu choro.
"Se joga,  menino!”, ela disse.
Mas teve um complemento aí.  Eu sei que teve. O problema é que eu a olhei nos olhos e ela sorriu. Isso me desmonta. Bem... Ah! Já sei!  Eu me lembro agora. Quando ela se levantou pra ir fazer sei lá o que,  eu a observava como sempre;  então, ao passar diante da minha mesa piscadinha de olho, delicadamente, e disse:
_ Se joga, menino! _ sorriu e depois completou: _ Se joga pra vida. Não pense; se joga!
Foi isso.
Ela era a vida.
Ela já havia me dito isso antes. Não fazia muito tempo não. Mas as mulheres têm um método diferente pra contar o tempo. Contam o tempo como se vivessem na Terra do Nunca. Eu nunca fui lá. "Se joga, menino!", ela disse. Depois me chamou pra sair. Conhecer a família; sabe? Fiquei louco de alegria. Mas não fui. Ela usava aliança e se casaria em poucos dias. E eu já estava apaixonado.
Naquela época eu achei que não suportaria vê-la com outro toda a noite de festa. Eu passei a noite toda sozinho. A família havia viajado. Por certo estavam bem porque não me mandaram nem uma mensagem sequer. Eu apaguei as luzes e fiquei no escuro, ouvindo música clássica na maior altura. Era pra abafar o ruído dos fogos. Depois faltou energia. Aqui sempre falta energia. Ah! Eu fiz um poema: 
Noite de festa,
Estou só.
Todos viajaram.
Sol, mar, água de coco, mulheres, gente...
Por certo estão bem, ninguém se lembrou de mim.
O mesmo se repetiu na passagem de ano. Mas aí eu resumi o poema:
"Por certo estão bem, não se lembraram de mim.", diz tudo né?
Por isso esse ano eu jurei: "Vou ficar com ela!"
Então quando ela sorriu pra mim eu também sorri pra ela e ficamos de frente, olho no olho. E que engraçado,  ela disse de novo: "Se joga,  menino!  Não pensa muito não."
Conversamos. Ela é incrível...

Mas as palavras, agora,  tinham outro sentido. O que eu sinto não, não mudou nada. É amor.

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domingo, 18 de dezembro de 2016

A vida e o viver a vida

Conviver com as diferenças?...
O que você deseja da vida?
Você é feliz?
O mundo como está o agrada ou realidade o aborrece?

Para conviver bem comigo mesmo eu não preciso necessariamente ser uma pessoas feliz.
Eu preciso me compreender e me permitir que em conflitos compreenda para que possa ser compreendido, isso para todas as tentativas de descobertas de quem sou eu e o que é a vida.
E ela, a vida, é uma eterna aprendizagem.

Eu não sou feliz.
Acho até que aquele que se diz feliz não tem consciência de como é a realidade do mundo em que vive. Perdoe-me a franqueza, mas acho egoísta e insensível.
Não quero ser diferente, quero ser melhor.
Não quero viver em paz, quero conviver com a paz.
Não quero simplesmente amar e ser amado, quero o amor dentro de mim, e que esse o amor possa espargir de mim para dentro do coração das outras pessoas.
Não quero ser o centro do mundo, quero o mundo inteiro em harmonia e dentro de mim.
Você teria um lugarzinho pra mim dentro do seu mundo, no seu coração?

Bom dia!