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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

A maldição do minério


Minas tornou-se um mar de lama,
Castigada pela maldição do minério.
Vale tudo nos vales de Minas, porém
Nada vivo tem valor sobre a terra.

Incêndios, tratores rasgando as serras
Causam angústia, dor, aflição de cemitério.
Aonde antes havia curió, suçuarana, quenquém
Nada canta, só tem feridas _ mazelas do império.

Ouro Preto, Itabira, Congonhas, Santana,
De belas artes barroca e contemporânea,
Guardam bons causos de poetas, nativos e doutras bandas.

Mas o retrato de Minas são os rios, serras, belas cachoeiras
_ belas estâncias _;
Entanto, de ali: Ipatinga, Brumadinho, Mariana, hoje
O cenário é de grande tragédia, pesadelo;

Aonde, antes, era humanidade, esperança, novenas _ muita reza e riqueza _,
Instalou-se a corrupção, a bolsa, a ganância, a frieza mundana
E Minas sufocada está num imenso mar de lama.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Uma característica do amor


Que força poderosa tem o amor!
De aparência frágil, inocente,
nasce determinado, rompe barreiras
bem cuidado, impulsiona a vida pra frente;

Qual planta viçosa abre fendas no asfalto
vence as pedras mirando alto, o céu
Inda floresce,
E cativa a alma da gente.

Gosto de pensar o amor assim, bem cuidado
Como fosse um jardim, meu e seu
E de quem passa, vê, ou mora ao lado.

Contudo, deveras frágil é o amor
Como flor que exige cuidado constante
Embora, sobremaneira forte, é frágil, inocente.

sábado, 5 de janeiro de 2019

Aos donos da pátria

Pátria amada
desarmada
desalmada
Da esperança tua fizeram mito.

Teus filhos legítimos, agora
novamente vencidos
sem norte vagueiam. Por hora
sonâmbulos bambeiam, incrédulos
N'algum ponto do abismo.

Pátria amada
Desamada
Nenhum guerreiro lhe resta:
semideuses e deuses e tribos;
Inda assim teimo, me armo
_ de sinistra à destra _, arrisco.
Prisioneiro fico.

Do norte, do centro-oeste, sopra vento duro,
mas quem ousará apagar a cicatriz, o sonho, a vontade;
a digital que se cravou nos muros?