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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

O lobo e a lua

Não adianta o lobo uivar para a lua, ela não se aproxima; mas nada o impede de escalar a montanha pra vê-la mais de perto. E quando se sente ameaçado pela desilusão ele sonha que é pássaro e pode voar.
Eu não quero ser um incômodo para você. Pelo contrário, quero o teu céu límpido para que você navegue serena ao alcance dos meus olhos para esse eterno encantamento da minha alma. Contudo, meu amor, se isso a incomoda, se te incomoda o saber que o olhar de uma alma apaixonada a admira no seu deslizar pelo infinito tão distante, então, ignore-o; saiba porém, que são muitos os teus admiradores. Ignore a todos. São almas pequeninas.
Mas posso garantir que somente o olhar de uma única alma a contempla com tanto amor e tanta paixão. Mas se quiseres cegar-me, que seja, faça-o.  Feche meus olhos. Mas, por favor, continue brilhando. O equilíbrio do universo depende de ti.

domingo, 18 de dezembro de 2016

A vida e o viver a vida

Conviver com as diferenças?...
O que você deseja da vida?
Você é feliz?
O mundo como está o agrada ou realidade o aborrece?

Para conviver bem comigo mesmo eu não preciso necessariamente ser uma pessoas feliz.
Eu preciso me compreender e me permitir que em conflitos compreenda para que possa ser compreendido, isso para todas as tentativas de descobertas de quem sou eu e o que é a vida.
E ela, a vida, é uma eterna aprendizagem.

Eu não sou feliz.
Acho até que aquele que se diz feliz não tem consciência de como é a realidade do mundo em que vive. Perdoe-me a franqueza, mas acho egoísta e insensível.
Não quero ser diferente, quero ser melhor.
Não quero viver em paz, quero conviver com a paz.
Não quero simplesmente amar e ser amado, quero o amor dentro de mim, e que esse o amor possa espargir de mim para dentro do coração das outras pessoas.
Não quero ser o centro do mundo, quero o mundo inteiro em harmonia e dentro de mim.
Você teria um lugarzinho pra mim dentro do seu mundo, no seu coração?

Bom dia!

domingo, 27 de novembro de 2016

Eu gozo, tu gozas

Rasguei minhas cartas suicidas
Recolhi a corda, joguei a cadeira fora;
Pontuei com reticência a última palavra
Para que não me matem antes da hora.

Os puritanos se deleitam em mutilar desejos
Do homem
Com os quais se atormentam por não poder gozá-los
Ainda vivendo.
Mas eu me recuso a morrer antes do tempo,
Com fome
Pois quero antes deliciar do fim o orgasmo pleno .

Teus lábios, minha cereja
A língua tesa na membrana, arde
Lambe do escroto à cabeça
Igual a sorvete de chocolate.

Chupa... beija, lambe, chupa...
Esconde inteiro na boca, ansiedade louca
E a gente confunde prazer e dor
E toda angustia que o sexo oculta.

A gente se esquece enquanto se funde
O chocolate aquece e derrama igual a chantili
Eu amoleço e você amolece,
Mas o clitóris se aborrece implorando o fim.

Teus lábios, minha cereja, tudo é teu e meu,
Gozo soberano
Entrada e ceia no banquete profano
Nos leva aos céus, em doce abandono.
Mas antes, mais um deleite, beijos,
Depois sono.

Podemos ficar assim, adormecidos,
Esperando o recomeço ou novo fim.
Bom demais ejacular o orgasmo mundano,
Na cara do mundo orgulho, somos sujos,
Divinamente, porém, somos humanos.

Eu gozo, tu gozas, nós gozamos...