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segunda-feira, 14 de março de 2016

O mundo gira

Senhores agora marcham ao lado de servos
Cantam a mesma canção _ desafinados, mas cantam _, como falassem a mesma língua.
Quem diria! Entre esfarrapados e suarentos, em meio a catinga de suor de luta, exala odor de perfume Francês.

Agora já não basta ameaçar os empregados para irem para as ruas defender os interesses da elite, não basta pagar os servos para baterem panela, porque percebeu-se que é prejuízo estragar Tramontina. A elite agora teve ousada atitude, aventurando-se entre os descamisados e famintos trabalhadores.

Agora são duas classes jogando no mesmo time, porém defendendo interesses opostos: escravos e escravocratas defendendo direitos de vida e escravatura.
Brevemente se enfrentarão de igual por igual, apesar da fome, porque o povo tem se alimentado de informação e conhecimento, graças àqueles que hoje voltam a ser alvo de perseguição. Serviram-nos de informações e conhecimento, agora só falta amadurecimento; isso virá com o tempo.

Mas o povo precisa de heróis, não de mártires. O que será que vai acontecer quando virem que foram usados para derrotarem seus verdadeiros heróis e libertadores? Cometerão suicídio coletivo? Lamentarão e erguerão estátuas? Acredito que não. É provável que formarão pequenos grupos e sairão em caça às bruxas. E onde se esconderão os senhores de elite, oportunistas, que hoje se aventuram a se misturarem à maça, apertando mãos calejadas e até suportabdo o cheiro forte de nossos sovacos?

Sugestão: pressionem a NASA a acelerar o processo de condições para habitar Marte, porque não haverá um buraco no planeta terra no qual poderão se esconder. Uma fera faminta persegue a presa até devorá-la. E uma nação revoltada que se apega ao propósito de vingança faz dela a sua religião.

Ah! É bom lembrar que, uma nação se define por sua maioria e a maioria absoluta dos brasileiros são trabalhadores pobres descamisados. E certamente um dia...

domingo, 28 de fevereiro de 2016

O fim




Acabou como desilusão, o amor,
De tão lindo começo,
Tanta admiração e apreço,
E finda, assim,
Em dor.

Ontem, me tiraste a rosa predileta,
A luz da minha alegria,
Escondeste dos meus olhos o teu sorriso.
Por gentileza, amor, te peço,
Finda logo está sorte inglória;
Em nome Deus, por favor,
Dê-me logo o tiro de misericórdia.







sábado, 27 de fevereiro de 2016

O último poema




Posso escrever versos muito tristes esta noite,
Porém quero evitar,
Porque a tristeza que hoje envolve minha alma é orgulhosa,
É orgulhosa e ao mesmo tempo humilde
Porque nela tem gratidão por quem um dia soube me amar.

Chamei, ainda a pouco, essa tristeza de tormenta,
Mas não é tormenta,
É ansiedade e compaixão;
Meu coração está em pedaços
E uma alma sem rumo só enxerga escuridão.

Minha alma tornou-se apaixonada demais e carente
Totalmente dependente da mulher amada;
E na ausência do único e grande amor
Nada consola a alma desolada.

A paixão é tanta
Que essa pobre tristeza sente pena de si mesma.
Pensando bem, não é tristeza nem tormenta,
É paixão apenas;
Uma paixão tamanha
Que a própria paixão não se aguenta.

Posso escrever versos muito tristes esta noite, neste último poema,
Mas quero evitar,
Porque ela mesma, meu amor, escolheu de mim se resguardar.

O amor que sempre me deu paz alegria quis voar
Quer ultrapassar novos horizontes, vencer fronteiras, subir ao céu, cruzar o mar;
Escolheu viver de aventuras, ir sempre além, mostrar que sabe voar...
Porém, eu decidi mantê-lo vivo dentro de mim, em repouso no seu altar.

Serão noites de tormenta as que virão.
Acho que o coração não queira suportar.
E uma angústia se mistura a desejos
E tenho visões que me fazem delirar.

Noite de tristeza e tormenta virão.
Já sinto uma tristeza infinita
De pensar que outro se deleita com seus beijos
Enquanto minha alma exausta adormece aflita.

Vou deixar em aberto o verso, com reticência no fim,
Não quero a tristeza e a tormenta como heroínas
Que encerram nossa história de amor como um trágico dilema.

Prefiro pensar que é mudança de clima,
Transição de estação para a renovação do jardim;
Assim preservarei a esperança sem mácula ou pena
E posso estender vida a fora este o último poema.

Mas serei eterno silêncio,
Um poema mudo, um sussurro sem fim.
E nunca mais em verso citarei seu nome,

A menos que um dia você volte pra mim.