Na noite monótona
de silêncio
Em que parece imóvel
o tempo
E se ouve apenas a
respiração
E o pensamento
É difícil conter a
angústia,
Tão grande é o
sofrimento de quem ama.
O coração se
inflama, não cabe no peito
E não há remédio
que dê jeito
De conter o desejo,
a dor, e a solidão.
Cria-se e recria o
ambiente perfeito
Como preparasse o
leito
Sabendo tão breve o
prazer
Como breve é a vida
e sua ilusão.
Depois vem o vazio
Como embrulho sem
conteúdo
O prazer do nada,
absurdo
A queimar-se de frio
E a chama gelada
murcha o coração
O alívio é
adormecer
Mas logo vem
amanhecer
E renova-se a
aflição.
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