Meus livros

BannerFans.com

domingo, 11 de junho de 2017

Recado

Podemos ser feliz sem pudor.
Por que impor limites aos benefícios da alma?
Amor _ se é amor _, não tem limites;
Não admite restrições;
Aprovação ou protesto, tanto faz.
Amor _ se é amor _ desconhece aflição ou calma.
Por que amor _ se é amor _, quando se manifesta, é festa.
É simplesmente amor. Nada mais.
Rompe a escuridão por uma fresta
E faz do suplício da guerra, a paz.
Porém, o amor vive intensamente todas as estações da alma.
Cria para si, em si mesmo, o tempo;
Cura ferida e traumas;
Assiste a ti mesmo, conforta-se, encalma.
O inverno é cruel para a alma que sofre solidão.
E a solidão é a pior estação.
Esta pode durar o ano inteiro;
Às vezes faz-se inverno em pleno verão.
A alma sonhadora vaga, rasteja
O ser noctâmbulo, assobia
Agudo chamado da morte
E a vida responde, aonde andas?
Tu, destino ou sorte.
Longe da esperança, senti grande solidão.
Longe do amor, senti grande solidão.
Hoje tudo é vulto,
Solidão e amor, vedes vós, oculto.

sábado, 27 de maio de 2017

Aqui, agora

Enquanto caem as folhas e o sol passeia
Tudo parece sereno,
Até os pensamentos e a melancolia;
Coisas de nós se vão ao vento
Mas algo fica anuviando a face,
Inflamando as veias.

Da minha janela, da minha aldeia,
Tudo parece sereno,
Até os pensamentos e a melancolia
_ a saudade traz e leva... _,
Como reflexo de ouro na areia.

Parecem lágrimas celestes,
Dourados raios perfurando a teia,
Como chuva prateada contorcendo os vãos entre folhas dos arvoredos;
Assim como minhas entranhas se contorcem em dor difusa.
Todo o corpo é ferida viva, é medo;
Grito mudo, lamento de chuva,
Gotas de orvalho a inundar aldeia.

O que de sagrado sopra e ao outono incendeia?!
Saudades...
O doce amargo, beleza triste...
Verso sereno que o pássaro gorjeia.