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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Ciúmes

Ó meu Deus! Como vencer este monstro?!
Quantas cabeças!?
Quantos olhos! Quantas garras!
São tantas lanças afiadas a espetar meu cérebro e tentando furar meus olhos!
E esse veneno no ar!?
Ó meu Deus, dai-me força e coragem!
E discernimento, e paciência, e motivação, ousadia, esperança!...
Ou frieza para sufocar dentro de mim esse sentimento.

Ó senhor, como vencer este monstro?!
Antes mesmo de abrir os olhos já penso nela; quero saber como está, onde está, com quem anda...  
Corro pra Internet para vê-la, olhar seu perfil, ver suas fotos, vasculhar a linha do tempo...
Por onde andou? Com quem falou? Saiu? Com quem? Com quem mais? Será fazendo o quê?
Ela não dorme? Passou a noite em claro? Passou noite fora? Toda a noite? Varou a madrugada?
Voltou pra casa? Terá marcas no corpo? De mordida? Chupada?!
Quem será?
Vai demorar pra acordar?
E se ele for um monstro?
E se essa angústia nunca passar?
Por que só eu não posso vê-la?
Por que não posso tê-la?!
Ligo? Não ligo? Não posso.
Não posso ligar. Dizer o quê?
E se ela não sabe amar?
E essa minha agonia?...
Ó meu Deus! Acho que vou morrer...
 Ou...
Estou morrendo...
Acho que estou a me matar. 






segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Visita fantástica



Altas horas
A vida calada
Você chega de mansinho acendendo a madrugada.

Chega antes o perfume
Uma fragrância inesperada
_ Dolce & Gabbana ou Liberté? não sei_,
A mente hesita inebriada.

Tento vencer a sonolência
_ Preciso urgentemente te falar de amor _
Mas suas carícias me detêm
E seus beijos me calam selando a madrugada.

Não é ânsia nem torpor o que sinto
É uma chama que percorre do coração ao crânio
Como um rio de lavas fumegante fluindo
Saindo de mim para o coração vulcânico.

E se antecipando aos meus desejos faz todas as minhas vontades
E pela languidez dos seus beijos sinto a igual volúpia compartilhada
E como servo obedeço todas as ordens da minha amada.

E o calor faz-se intermitente
E meu sangue jorra em ondas de mar bravio
E quando me acalma tudo recomeça a beijos mansos
Que tão logo se revelam ensaio de outro desvario.

E você não sabe se quer os seios em minhas mãos ou na minha boca
Não decide se quer acariciar ou morder
 Arranha meu corpo sem piedade, chora, ri, murmura e treme;
E se estica como bailarina, um cisne negro, se contorcendo desaba;
Deixa o corpo sobre mim e geme.
E eu, extasiado, sinto o peso da madrugada.

Suas coxas abraçam minhas coxas
O seus pés alisam os meus
Ouço o seu coração cada vez mais lento e penso:
Talvez, todos os meus sonhos sejam também os seus.
E novamente adormeço

E só, quando amanheço, te procuro e não te acho
Ignoro, mas não esqueço.
Sigo, humilde feito riacho.